Sim, estou sim novamente acima do peso. E não adianta me dizer que eu sou magra e blábláblá. Só eu sei o que me incomoda, e os “dois quilinhos” extras que ganhei nos últimos três meses, ahhh... esses tiram meu sono!O que mais me dói é que apesar de eu estar trabalhando muito, mas muito mesmo, a culpa não é do meu serviço. Não adianta eu me enganar: a culpa é exclusivamente minha! Eu saio uma morta-viva do trabalho, acabada demais para ir à academia. Agora, se você me chamar para um sorvete ou um chopinho: Topo! Topo sim!
Eu poderia até acordar mais cedo para ir caminhar. Na verdade, pela hora que eu “bato o cartão”, daria tranquilamente para acordar, me exercitar e tomar um banho antes de encarar minha versão profissional. Mas quem disse que faço isso? Durmo até o último milésimo de segundo que me resta, quando não ultrapasso vários minutos!
Eu sei o que você está pensando! E a resposta é: eu tenho vergonha sim de estar uma “preguiçosa” (quer dizer, não tenho muita, mas tenho!). Digo “estar” porque eu não sou, mas estou preguiçosa. Normalmente eu sou bastante atleta, porque me sinto bem treinando, de verdade. Mas nunca na minha vida tive a força de acordar mais cedo para isso!
Fato é que ultimamente tenho optado por ser feliz e conviver com a culpa. Ela aborrece? Sim, claro. Todos-os-santos-dias! Mas passa com o gole de uma bebida bem geladinha e só volta no dia seguinte.
Acontece que na segunda eu trabalho até tarde e fico muito cansada, no dia seguinte é “dia de japa”, aí no meio da semana aparece um evento super legal e eu penso: “Vou matar minha culpa ou vou ser feliz? Ah, vou ser feliz!”. Até porque amanhã já é quinta, quando eu trabalho até tarde novamente e, você sabe, não adianta malhar um dia só na semana. E sexta, advinha? Ganho o mundo! Aí no sábado mais nunca que eu vou sair da piscina/mesa de bar/mesa da casa dos amigos, para ir correr. No domingo então... pufff... acordo tarde e é dia de cinema!
Jesus! Quando é mesmo que eu encontrava tempo e disposição para malhar tanto??? Não consigo me lembrar qual era o milagre que eu fazia! Será que eu dizia “não” para todos os momentos legais com meus amigos? Não sei explicar, mas, se para ser magra-magra-magra vou ter que abdicar aos jantares, aos momentos agradáveis, ou à cerveja do fim de semana, sinto muito, mas agora é que eu digo um belo “NÃO”. Não vou deixar de ser feliz para satisfazer minhas neuroses ou para estar dentro dos “padrões”. Afinal, quem disse que eu preciso ter a barriga mais reta ou a perna mais sarada para ser interessante? Muitíssimo pelo contrário!!! (Olha eu, que safada, me auto-consolando... tsk, tsk)
Pois eu já tomei minha decisão! Vou ser feliz sempre que quiser! Vou comer pizza, fugir para o Mc Donald’s e fazer brigadeiro de panela! Vou me encher de pipoca no cinema e saborear aquela sobremesa pecaminosa após o almoço. Vou mesmo e ponto!
Mas, por via das dúvidas, estou me afogando diariamente em dois litros de água, almoçando um filé grelhado com legumes, tomando chá verde, branco, amarelo e jantando apenas salada! Sabe como é... sou mulher... e a balança me apavora!!! Culpa, culpa, culpa...








A minha parceira de blog já declarou que não gosta de supermercado. Já eu, definitivamente, detesto ir ao banco. Especialmente o meu, que é aquele maldito banco popular no qual todo trabalhador brasileiro possui uma conta. Odeio, do fundo da alma! Odeio!

